Os Roses: Até que a Morte os Separe diverte. E isso já diz bastante. É um filme que entende bem o tipo de humor que quer entregar e não se perde tentando ser outra coisa. O tom é equilibrado, ácido na medida certa, sem escorregar para o exagero ou para o cinismo vazio.
A história sabe exatamente onde quer chegar. Não inventa moda, não tenta subverter demais o gênero e não se perde em caminhos paralelos. É um roteiro consciente da sua simplicidade e, talvez por isso mesmo, funciona melhor do que muitos filmes que tentam parecer mais inteligentes do que realmente são.
Mas aqui não tem muito mistério: o filme existe por causa do casal principal. E é até sacanagem colocar Benedict Cumberbatch e Olivia Colman juntos em cena. São dois monstros da atuação, com química absurda. Eles carregam o filme nas costas com facilidade. Cada olhar, cada silêncio, cada explosão verbal funciona porque os dois sabem exatamente o que estão fazendo. Você compra a relação, compra o desgaste, compra o conflito. Sem eles, esse filme provavelmente seria esquecível.
A direção é competente. Cumpre o papel, sustenta o tom, conduz bem os atores, mas não traz nada de realmente novo. Não há uma assinatura marcante, não há ousadia estética. É funcional, e nesse caso isso basta.
O ritmo flui bem na maior parte do tempo. Não cansa, não se arrasta, mesmo que em alguns momentos fique claro que o filme depende muito do carisma dos protagonistas para seguir em frente.
No fim, Os Roses: Até que a Morte os Separe funciona muito bem para o público adulto, para quem gosta de humor mais ácido e, principalmente, para fãs de bons atores em pleno domínio da cena. Não reinventa a roda, mas entrega exatamente o que promete.
Nota: 3,5/5
Os Roses: Até que a Morte os Separe (The Roses)
Data de Estreia no Brasil: 28 de agosto de 2025
Diretor: Jay Roach
Elenco: Benedict Cumberbatch, Olivia Colman, Andy Samberg, Kate McKinnon, Allison Janney
