A crítica agora é sobre o filme de número 97 do Ranking dos 100 Melhores filmes Nacionais, “O Signo do Caos”.
Dirigido por Rogério Sganzerla, que tem mais três filmes na lista dos 100 melhores, “O Signo do Caos” é realmente caótico, mas isso tem um motivo.
Durante o filme acompanhamos um sensor do governo, Dr. Amnésio, vivido por Otávio Terceiro, analisando e recortando um filme estrangeiro de Orson Welles.
E ao mesmo tempo que Amnésio vai apagando ou re-editando em tempo real o filme que está sendo exibido, o filme “O Signo do Caos” também vai sendo recortado e editado em tempo real.
Vemos aqui uma série de experimentos. A começar pelos filmes, inicialmente preto e brancos e depois coloridos, passando pelo som, composto em momentos por músicas e outras vezes pelo silêncio e até mesmo dublagens fora de sincronias. Várias imagens são reutilizadas, mas com contextos diferentes.
E assim como em “Meteorango Kid, Herói Intergaláctico”, já comentado aqui no site, “O Signo do Caos” é uma crítica ao cinema e a forma que se fazia cinema na época. Apesar disso os filmes são totalmente diferentes. “Meteorango” usa um formato como se fosse um documentário, quase amador. Já aqui em “O Signo do Caos” o formato é quase um filme policial antigo.
E é interessante ver essa colcha de retalhos que foi “O Signo do Caos”.
Estranho, com certeza, mas interessante. É outro filme que com certeza minha crítica não vai nem esboçar o que é essa obra caótica. Não é todo dia que podemos assistir a um antifilme (sim, esse longa já inicia se rotulando assim).
Antes de falar sobre o Homem-Aranha: Sem Volta para Casa preciso fazer um breve contexto sobre o personagem e minha vida como fã de cinema.
Em 2002 assisti ao Homem Aranha do Tobey Maguire e fiquei maravilhado com o que o cinema baseado em quadrinhos poderia mostrar. A direção do Sam Raimi para o personagem foi fantástica. Quando a trilogia acabou em 2007 achei que não veria o herói tão cedo, apenas nos DVDs Duplos que tenho na minha coleção de filmes.
Mas esqueci que em Hollywood, quando se tem dinheiro envolvido tudo é possível. E a Sony, detentora dos direitos do cabeça de teia, decidiu não perder tais direitos e decidiu que em 2012 tivemos um reboot com o Andrew Garfield no papel do Homem Aranha, agora O Espetacular Homem-Aranha.
Confesso que deixei passar essa fase do Garfield e não assisti aos filmes. Era inviável assistir um novo Aranha, pois pra mim a primeira trilogia tinha sido quase impecável e o Aranha de Maguire quase definitivo. Além disso, não apoio a ideia da Sony de fazer qualquer coisa para não perder os direitos do herói.
E assim não iria assistir as futuras encarnações do personagem nos cinemas. Até que veio a parceria da Marvel, que é a criadora do personagem, com a Sony. A Marvel utilizaria o herói em seu Universo Cinematográfico e em contrapartida participaria dos roteiros e produção de filmes solo para a Sony.
Ora, teríamos finalmente Homem Aranha na essência dos quadrinhos e com a qualidade cinematográfica da Marvel na Sony. E com isso decidi acompanhar essa fase do Homem Aranha agora com o Tom Holland.
Essa introdução foi para ressaltar que assisti aos filmes com Tobey Maguire e Tom Holland e não assisti aos de Andrew Garfield. Tudo para falar que não aproveitei Homem-Aranha: Sem Volta para Casa como boa parte do público no cinema
Aliás, é estranho dizer que estava com saudade de poder pegar uma sessão de filme de herói lotada. A plateia vibrando em cada cena (algumas confesso que não entendi tamanha empolgação).
Em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, Homem Aranha tem sua identidade, Peter Parker, divulgada e precisa lidar com as consequências disso.
As consequências? Primeiro a negativa de Peter (Tom Holland) , sua namorada M. Jay (Zendaya) e seu amigo Ned (Jacob Batalon) na Universidade. Cá entre nós essa parte do filme foi bem gratuita, tudo acontece para que o feitiço do Dr Estranho (Benedict Cumberbatch) seja feito.
Vilões vindos dos outros universos do Aranha no Cinema. Então temos vilões das eras Maguire e Garfield. Obs: Faltou pelo menos um vilão dessa nova fase.
E como grandes poderes trazem grandes responsabilidades, temos em Homem-Aranha: Sem Volta o retorno dos Aranhas acima citados, de Tobey e de Andrew.
Confesso que nas partes dos vilões e do próprio Aranha de Tobey Maguire a nostalgia falou mais alto e aproveitei mais. Já nos vilões e no Aranha de Andrew Garfield, no início fiquei perdido, mas no final entendi mais desse universo. Ainda não assisti essa fase do Herói vivida pelo Andrew e acho que nem devo assistir, mas fica a dica para quem quiser.
Homem-Aranha: Sem Volta para casa é um bom filme do herói, mas não é nem o melhor filme da Marvel, nem o melhor filme do Aranha (o melhor, fica a dica: Homem-Aranha no Aranhaverso).
Mas como disse, é um bom filme do herói.
Se você gosta do personagem, vale a pena ver Homem-Aranha: Sem Volta para Casa.
Nota: 4/ 5
—
Homem-Aranha: Sem Volta para Casa
Direção: Jon Watts
Roteiro: Chris McKenna e Erik Sommers
Elenco
Tom Holland, Zendaya,Benedict Cumberbatch, Jacob Batalon, Jon Favreau,Jamie Foxx, Willem Dafoe, Alfred Molina, Marisa Tomei, Andrew Garfield, Tobey Maguire, entre outros.
Não Olhe para Cima é um filme que divide opiniões. Uns amam, outros odeiam. Acho que é um meio termo, nem tão bom, nem tão ruim. Está mais pra “ok”. De longe é o melhor de Adam McKay. É o filme “menos arriscado” do diretor de O Âncora, Vice, A Grande Aposta
Nesse filme temos o maior elenco de McKay, sem sombra de duvidas. Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence,Meryl Streep, Cate Blanchett, Jonah Hill, Mark Rylance, Tyler Perry, Timothée Chalamet são alguns dos nomes desse filme da Netflix.
Não Olhe para Cima é a prova de que nem sempre ter o melhor elenco faz do filme o melhor. O que importa é o roteiro e Não Olhe para Cima tem um dos roteiros menos inspirados da carreira de Adam McKay, vide o seu longa anterior, o ótimo Vice. Aqui temos uma sequência de boas ideias, mas previsíveis ideias.
McKay faz um roteiro ambíguo, que deixa diversas interpretações e todas são fracas. Parece que McKay não teve a coragem de deixar claro a sua mensagem principal. Ele não aprofunda em nenhum dos assuntos, o que é uma pena, pois esse filme tinha grande potencial.
No mais Não Olhe para Cima é um filme divertido. Vale pelas atuações, pelas risadas e pelo burburinho que causou. Poderia ser melhor? Sem sombra de duvidas. McKay já provou que sabe fazer filmes mais corajosos.
Nota: 3 / 5
–
Não Olhe para cima
Direção: Adam McKay
Roteiristas: Adam McKay e David Sirota
Elenco: Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence,Meryl Streep, Cate Blanchett, Jonah Hill, Mark Rylance, Tyler Perry, Timothée Chalamet , Ron Perlman, entre outros.
Hoje vou falar sobre o nº 98 da Lista dos 100 melhores filmes Brasileiros da Abraccine, “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, de 2006.
Esse filme foi o representante do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2008. O filme tirou “Tropa de Elite” da disputa e muito se falou na época sobre isso, se “Tropa” seria o nome ideal ou se a escolha brasileira seria a certa. Pois bem, o longa ficou entre os 10 semifinalistas e infelizmente não esteve entre os cinco finalistas.
Não é preciso nem falar muita coisa quando se apresenta o filme assim. Com certeza é uma película de qualidade. Não vou entrar aqui no mérito de “O Ano” x “Tropa”.
Já adianto aqui que “Tropa de Elite” também é um dos 100 filmes, pra ser preciso número 30. Ambos são filmes de ótima qualidade, independente da posição nesse Ranking. Inclusive acho que “Tropa” seria uma ótima escolha, sem dúvidas.
Mas voltando ao “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, assisti sem expectativa, apesar desse histórico do Oscar, e assisti a um filme belo e “leve”. Fiz questão de colocar agora a palavra leve entre aspas pois o filme fala de um assunto importantíssimo para a nossa história que é a Ditadura (que muitos insistem em falar que não existiu), mas mostra o período sobre o olhar de uma criança, Mauro, vivido por Michel Joelsas. Não é um assunto leve, mas é mostrado de uma forma leve.
Vale ressaltar que tanto a atuação de Michel, quanto das demais crianças do filme estão muito boas. Isso graças ao trabalho da equipe do filme, mas principalmente do diretor Cao Hamburger.
Cao Hamburger foi o criador de Castelo Rá-Tim-Bum, Disney Cruj, entre outros programas consagrados da TV que tinham crianças em papéis principais. Então ele trouxe toda essa experiência a esse filme.
O elenco adulto do filme também está muito bom, mas como disse, o destaque são as crianças. É sob a leveza do olhar delas que acompanhamos o período conturbado dos anos de 1969/1970 e a Ditadura. Apesar da leveza do filme, são grandes os momentos de tristeza e o filme deixa uma sensação ambígua, de alegria e tristeza em alguns momentos.
Lembrou um pouco de A Vida é Bela e outros filmes, mas ele difere ao mostrar o povo brasileiro, que mesmo sem motivos para ajudar uns aos outros, dão apoio. Destaque aqui para a relação de amizade entre o jovem Mauro e o senhor Shlomo vivido pelo Germano Haiut.
Em resumo “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” é um filme leve, que fala de assuntos pesados (que mais que nunca precisam ser falados. Vale a pena procurar o filme.
Década de 60. Muitos experimentos interessantes no cinema brasileiro. E esse \”Meteorango Kid: Herói Intergalático\”, filme de nº 99 da lista dos Melhores Filmes Brasileiros, é um bom exemplo de um filme desse período.
Aqui nada faz sentido, ou até faz. Mas não da forma que é esperado pelo espectador.
Como espectadores acompanhamos o dia de um jovem, conhecido como Lula Cabelo.
Vale ressaltar que o dia do Lula Cabelo não é nada convencional. Acompanhamos o jovem em sua jornada psicodélica, não sabendo em alguns momentos o que é real e o que é sonho. Nada tem distinção, algo não tão normal nos filmes.
Mas em \”Meteorango Kid\” nada é normal. Nada é convencional. Desde a escolha de planos, à escolha da trilha sonora (ou até mesmo a ausência dela em momentos chave). E é interessante ver as escolhas do diretor André Luiz Oliveira. Com certeza é um filme bastante autoral, um filme que critica os padrões das artes da época, principalmente o Cinema.
Elenco amador, direção experimental. Algo longe do comum. Inclusive pelo título percebemos isso \”Meteorango Kid, Herói Intergaláctico\”.
O que vemos em tela é algo totalmente diferente. E isso é interessante. Estou tentando colocar em palavras o que senti assistindo ao filme. Difícil.
Muita coisa não fazia sentido. Em um certo momento parecia inclusive que o personagem principal falava direto comigo “você quer entender, mas não tem nada para entender”.Talvez até a minha crítica não faça sentido para você que está lendo.
O que quero deixar claro é que esse filme não tem muito sentido, um filme que não é \”normal\”. E a graça é essa. Isso faz do filme algo interessante.
Não recomendo para todos, mas com certeza é interessante.
Decidi que irei assistir e comentar sobre os 100 melhores filmes brasileiros de acordo com a lista da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema.
E pra começar sobre o longa Guerra Conjugal, posição 100 do ranking. Vale destacar logo no início da crítica que o filme é de 1975, então muitas coisas que vemos em tela não eram aceitas na época. Hoje então nem se fala. Mas depois explico melhor isso.
Dirigido por Joaquim Pedro de Andrade, Guerra Conjugal, tem três núcleos base. E o filme mostra pequenas cenas desses núcleos. Acreditava que em algum momento esses núcleos teriam um vínculo entre si, porém a única semelhança entre eles é que todos eles têm como base homens inescrupulosos.
O primeiro núcleo apresentado tem como centro Joãozinho, vivido pelo ator Jofre Soares. Aqui vemos um homem casado há anos, porém a cada oportunidade que tem desvaloriza sua companheira Amália, vivida por Carmem Silva. Amália é apresentada ao público como sendo submissa ao marido. Ela faz tudo pelo companheiro e o mesmo não a valoriza. Mas aos poucos vamos vendo que essa relação entre eles não é o que parece e a mulher não é tão submissa assim.
O segundo núcleo do filme é o do Doutor Osíris, vivido de forma magnífica por Lima Duarte. O consagrado ator entrega ao público um advogado totalmente canastrão e mulherengo, que dá em cima de todas as mulheres que encontra. Literalmente todas, e isso inclui desde uma funcionária do escritório até algumas mulheres casadas que querem se divorciar. Assim como no primeiro núcleo, as mulheres aparentam uma coisa, porém são outra.
Por fim, o terceiro núcleo, o núcleo Nelsinho. Nelsinho, vivido por Carlos Gregório, é um homem totalmente desrespeitoso. Ele é apresentado em cena chutando um cachorro, dando cerveja para uma senhora cega enquanto isso tem relações sexuais com a neta da mesma. Por falar em relações sexuais, o filme tem algumas cenas quase explicitas, por parte de todos os personagens, porém isso não é relevante aqui. Voltando ao personagem Nelsinho, após sair da casa de sua companheira, ele faz uma série de visitas a outras mulheres e com todas, ou quase todas, ele tem uma relação.
Como disse no início da crítica, naquela época essas atitudes dos três personagens não eram aceitas. Isso claramente é mostrado no filme. O longa é uma crítica a esses tipos de homens. O problema aqui é que o tom de Comédia às vezes utilizado no filme acaba sendo de mau tom. A comédia não funcionou aqui, mas isso sob a minha ótica de 45 anos depois do lançamento do filme. Às vezes na época funcionava.
Antes de finalizar, vale ressaltar aqui, as atuações, por mais que os personagens sejam polêmicos, são muito boas. Destaquei Lima Duarte, mas os outros atores e atrizes estão bem nos respectivos papéis.
Outra coisa que vale o destaque são os cenários. Cada núcleo citado tem um conjunto de cenários totalmente diferentes uns dos outros e cada cenário conta algo sobre seus personagens.
Valeu assistir pela experiência de conhecer uma obra que com certeza passaria batido para mim. Não é meu filme favorito dos 100, mas estamos apenas começando.
Eternos foi uma aposta ousada da Marvel. Trazer uma diretora como Chloé Zhao, que vinha com filmes mais íntimos para dirigir um filme de grupo de heróis não é algo que algum outro estúdio faria.
Zhao vinha de um “Nomadland “ganhador de Oscar e tentou trazer algo diferente para o Universo Marvel. A Marvel vinha com crédito com o seu público e poderia fazer essa diferença. E talvez tenha perdido parte desse crédito.
Eternos é um filme confuso. A escolha de mostrar os dez Eternos em um filme de pouco mais de duas horas foi algo errado a meu ver. Isso sem falar em outros personagens que ainda serão alguém no Universo Cinematográfico da Marvel.
Não me apeguei a nenhum personagem pois nenhum deles teve tempo de tela suficiente. O ideal a meu ver seria não um filme e sim algo como uma uma trilogia, apresentando um pequeno grupo de cada vez.
O longa tem um elenco interessante, com nomes como Angelina Jolie, Salma Hayek, Richard Madden, Barry Keoghan, entre outros. E nenhum deles é bem aproveitado no final das contas.
Mas Eternos é um filme interessante. Saiu da fórmula Marvel e apresentou alguns vislumbres do que pode ser feito em filmes de heróis. Eternos deu voz a algumas minorias e isso é bem interessante de se ver, principalmente em um filme Marvel, que atinge a vários públicos.
Não consigo imaginar o que pode vir desse universo de Eternos. Mas isso é algo que já vimos antes, por exemplo em Thor. Os primeiros filmes foram se adaptando para chegar no que temos hoje. Talvez Eternos precise de mais tempo e de mais filmes para ser algo cultuado.
Não vejo nenhum desses personagens assumindo o lugar de um dos Vingadores, mas isso só o tempo e a Marvel dirá.
Nota: 3,5/5
—
Eternos
Direção: Chloé Zhao
Elenco:
Gemma Chan, Richard Madden, Angelina Jolie, Kumail Nanjiani, Barry Keoghan, Lauren Ridloff, Lia McHugh, Brian Tyree Henry, Ma Dong-seok, Salma Hayek, Kit Harington, entre outros
Existia um filme que me faria enfrentar a Pandemia de Covid e esse filme era “007 – Sem Tempo para Morrer”.
Sou fã declarado de James Bond e esse filme era bastante esperado por mim. Era o último de Daniel Craig como 007. Eu nasci em 1986 e acompanhei a era anterior, do Pierce Brosnan, em DVD. Isso sem falar dos James Bonds anteriores que vi em VHS várias e várias vezes.
Craig foi o primeiro James Bond que assisti todos os filmes nos cinemas, então tinha uma afeição por esses filmes. Por isso falei que esse filme “Sem Tempo para Morrer” iria me fazer enfrentar a Pandemia.
Mas não foi necessário, pois os envolvidos na produção tiveram o bom senso de adiar o filme por algumas vezes. Inclusive, vale ressaltar aqui para que fique para o futuro. Foi uma decisão corajosa de adiar o filme. Esse 007 foi o primeiro filme adiado, logo no início. Logo quando ninguém tinha certeza do que veríamos sofrer com o Covid.
Mas chega de falar de coisa ruim. Vamos falar desse longa que encerra muito bem a era Craig.
007 – Sem Tempo para Morrer homenageia não só os filmes anteriores de Daniel, mas toda a Franquia 007. A direção de Cary Fukunaga foi precisa. As cenas de ação foram ótimas. Quase tudo nesse filme foi perfeito.
Exceto o vilão. Talvez o vilão Safin, vivido pelo ganhador do Oscar Rami Malek, tenha sido um dos piores de todos os 25 filmes oficiais. Zero motivação, zero empolgação. Muito fraco. E não é culpa de Malek. O roteiro não soube explorar bem o personagem.
Em compensação a personagem de Lashana Lynch, a Nomi foi um ponto forte do roteiro. Vemos uma 007 que não é o James Bond e a relação dela com o agente secreto foi muito boa. Principalmente as trocas de “farpas” entre eles.
Gostaria de ver mais dessa 007, mais desse Universo criado na era Craig. Poderíamos ter quem sabe uma série ou outro filme. Mas não sei como a Barbara Broccoli e o Michael G. Wilson vão fazer com o futuro da série.
Sei que eles já poderiam começar a divulgar quem será o próximo James Bond nos cinemas e outras informações sobre o futuro da franquia.
007 – Sem Tempo para Morrer é um excelente filme. Me fez divertir, me fez emocionar.
Talvez o fato de ter sido o primeiro filme que vi nos cinemas em dois anos tenha influenciado bastante para eu achar excelente.
Vou aguardar e rever no home vídeo para ver se a nota continua a mesma. Mas até então, 007 – Sem Tempo para Morrer é um dos melhores do ano.
Nota: 4/5
–
007 – Sem Tempo para Morrer ( No Time to Die)
Direção: Cary Fukunaga
Elenco: Daniel Craig, Léa Seydoux, Rami Malek, Lashana Lynch, Ralph Fiennes, Ben Whishaw ,Naomie Harris, Jeffrey Wright,Billy Magnussen, Christoph Waltz, Ana de Armas, entre outros.